sexta-feira, 6 de junho de 2008
A Igreja do Diabo
Se tu podes vender a tua casa, o teu boi, o teu sapato, o teu chapéu, coisas que são tuas por um razão jurídica e legal, mas que, em todo o caso, estão fora de ti, como é que não podes vender a tua opinião, o teu voto, a tua palavra, a tua fé, coisas que são mais que tuas, porque são a tu própria consciência, isto é, tu mesmo?
"Toda Terça Tem Teatro :: A IGREJA DO DIABO" by CCJ - Centro Cultural da Juventude is licensed under CC BY-NC-SA 2.0
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Meditações
Não se deve pensar que o Diabo só tenta as pessoas de génio. Não há dúvida que ele despreza os imbecis, mas não desdenha os seus serviços. Pelo contrário, deposita grandes esperanças na sua ajuda.
"O MARINHEIRO de Fernando Pessoa" by matacandelas is licensed under CC BY-NC-SA 2.0
terça-feira, 20 de maio de 2008
Desassossego
Toda a alma digna de si próprio deseja viver a vida em extremo. Contentar-se com o que lhes dão é próprio dos escravos. Pedir mais é próprio das crianças. Conquistar mais é próprio dos loucos.
A liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade de dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silencio da solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.
"Outro tipo de solidão" by Edgardo Balduccio is licensed under CC BY-NC-ND 2.0
A liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade de dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silencio da solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Quando o nada aconteceu.
"Milky Way / Via Láctea" by Chaval Brasil is licensed under CC BY-NC-ND 2.0
Quando o nada aconteceu, tudo desapareceu…
Ficou uma estrela, uma pequena estrela, estrela do outro Mundo…um Mundo antigo.
Levo-a para todo o lado…ela é pequena, mas brilha no meu olhar e chama-se, Amizade.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Pensamentos para pensar.
A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe.
(Charlie Chaplin)
Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.
(Madre Teresa de Calcutá)
O coração que está em paz vê uma festa em todas as aldeias.
(Provérbio hindu)
A paz vem de dentro de ti próprio, não a procures à tua volta.
(Buda)
Discordo daquilo que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito de o dizeres.
(Voltaire)
O primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma.
(Einstein)
Não importa o que o passado fez de mim. Importa é o que farei com o que o passado fez de mim.
(Chico Zé)
(Charlie Chaplin)
Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.
(Madre Teresa de Calcutá)
O coração que está em paz vê uma festa em todas as aldeias.
(Provérbio hindu)
A paz vem de dentro de ti próprio, não a procures à tua volta.
(Buda)
Discordo daquilo que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito de o dizeres.
(Voltaire)
O primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma.
(Einstein)
Não importa o que o passado fez de mim. Importa é o que farei com o que o passado fez de mim.
(Chico Zé)
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
DEFICIÊNCIAS
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
"A amizade é um amor que nunca morre. "
Mario Quintana (escritor gaúcho 30/07/1906 -05/05/1994).
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
"A amizade é um amor que nunca morre. "
Mario Quintana (escritor gaúcho 30/07/1906 -05/05/1994).
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
O segredo
"vazio" by pguedes is licensed under CC BY-SA 2.0
O segredo está no amor,
é evidente,
mas também em sabermos
afastar do nosso convívio
o que não presta.
Só quem se libertou
do medíocre e do vazio
poderá ser feliz.
Torquato da Luz
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Bocage! O rexinxa Mor
Bocage, Poeta e Boémio
Manuel Maria Barbosa du Bocage, nasceu em Setúbal a 15 de Setembro de 1765, faleceu em Lisboa a 21 de Dezembro de 1805.
A sua infância foi infeliz. O pai foi preso por dívidas ao Estado quando ele tinha seis anos e permaneceu na cadeia seis anos. A sua mãe faleceu quando tinha dez anos. Possivelmente ferido por um amor não correspondido, assentou praça como voluntário em 22 de Setembro de 1781 e permaneceu no Exército até 15 de Setembro de 1783. Nessa data, foi admitido na Escola da Marinha Real, onde fez estudos regulares para guarda-marinha. No final do curso desertou, mas, ainda assim, aparece nomeado guarda-marinha por D. Maria I.
Nessa altura, já a sua fama de poeta e versejador corria por Lisboa.
Foi preso pela inquisicão, e na cadeia traduziu poetas franceses e latinos.
A década seguinte é a da sua maior produção literária e também o período de maior boémia e vida de aventuras.
Fonte:www.ebiografia.com
Manuel Maria Barbosa du Bocage, nasceu em Setúbal a 15 de Setembro de 1765, faleceu em Lisboa a 21 de Dezembro de 1805.
A sua infância foi infeliz. O pai foi preso por dívidas ao Estado quando ele tinha seis anos e permaneceu na cadeia seis anos. A sua mãe faleceu quando tinha dez anos. Possivelmente ferido por um amor não correspondido, assentou praça como voluntário em 22 de Setembro de 1781 e permaneceu no Exército até 15 de Setembro de 1783. Nessa data, foi admitido na Escola da Marinha Real, onde fez estudos regulares para guarda-marinha. No final do curso desertou, mas, ainda assim, aparece nomeado guarda-marinha por D. Maria I.
Nessa altura, já a sua fama de poeta e versejador corria por Lisboa.
Foi preso pela inquisicão, e na cadeia traduziu poetas franceses e latinos.
A década seguinte é a da sua maior produção literária e também o período de maior boémia e vida de aventuras.
Fonte:www.ebiografia.com
SONETO
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi gratia – o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade
Não quero funeral comunidade,
Que engrole sub-venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade.
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
«Aqui dorme Bocage o putanheiro:
Passou a vida folgada, e milagrosa:
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro».
Verbi gratia – o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade
Não quero funeral comunidade,
Que engrole sub-venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade.
Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
«Aqui dorme Bocage o putanheiro:
Passou a vida folgada, e milagrosa:
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro».
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Não tenho mais palavras
"[Foto] Chão de pedras" by Marco Bonito - O informívoro is licensed under CC BY-NC 2.0Não tenho mais palavras.
Gastei-as todas a negar-te...
(Só a negar-te eu pudesse combater
O terror de ver em toda a parte).
Fosse qual fosse o chão da caminhada,
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu vulto calado
E paciente...
E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão.
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.
Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia...
Agora somos dois obstinados,
Mudos e malogrados,
Que apenas vão a par da teimosia.
Gastei-as todas a negar-te...
(Só a negar-te eu pudesse combater
O terror de ver em toda a parte).
Fosse qual fosse o chão da caminhada,
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu vulto calado
E paciente...
E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão.
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.
Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia...
Agora somos dois obstinados,
Mudos e malogrados,
Que apenas vão a par da teimosia.
Miguel Torga
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